domingo, 13 de janeiro de 2013

Citomegalovìrus e a gravidez.


                     

                                           Olá meninas, hoje resolvi falar sobre o Citomegalovírus sÓ ouve falar dele quando o meu exame deu alterado, dificilmente você vai ouvir alguém falar, os médicos não gostam de comentar com a mãe quando esse exame dá alterado porque ele causa tantas coisas, me senti muito mal quando descobri o que ele pode causar, mais infelizmente não há muito o que fazer, mais acho que toda mãe tem o direito de saber os riscos. Os médicos não me explicaram quase nada, a médica que me acompanhava me encaminhou para Natal/RN sem me explicar muito, pediu que eu fizesse novos exames. Repeti 3 vezes (Igg e Igm alterados). Me senti LEZADA eu tenho uma coisa que ninguém me explica o que é realmente??? Tive medo de perder meu filho, me culpei por diversas vezes(o que fiz para causar isso ao meu bebê). Deus foi muito generoso comigo e com minha familía, meu filho tá grande teve uma pequena sequela, mais graças a Deus está bem, saudável, lindo, todo ano passa por média, me enche de alegrias.(Obrigada meu Deus). Aqui está um pouco das minhas pesquisas espero que eu posso esclarecer a pelo menos uma que seja. TODA MÃE TEM O DIREITO DE SABER O QUE O SEU FILHO PODE TER CASO ESSE EXAME OU QUALQUER OUTRO ESTEJA ALTERADO.



O que é citomegalovírus?

O citomegalovírus (CMV) é um vírus da família do herpes. Estima-se que cerca de 1 por cento dos recém-nascidos nasçam com a infecção, que é chamada de citomegalovirose congênita. A grande maioria dos bebês com CMV não apresenta nenhum sintoma ao nascer, nem depois, ou seja, na maior parte dos casos a infecção é inofensiva.

Alguns bebês, porém, nascem com vários problemas devido à citomegalovirose e podem ter sequelas. Em outros casos, aparentemente não há nenhuma complicação no começo, mas meses ou anos mais tarde surge uma sequela, como perda auditiva.

Meu exame deu que tenho CMV. Vou passar o vírus para o bebê?

Depende de se esta é sua primeira infecção com o vírus. Pelo menos 50 por cento das mulheres já possuíam anticorpos para o citomegalovírus antes da gravidez, o que significa que elas já haviam sido previamente infectadas. (A maioria das pessoas infectadas não apresenta nenhum sintoma, portanto você nem saberia, exceto pelo exame de sangue, se já teve contato com o vírus.)

Assim como outros vírus da família do herpes, o citomegalovírus permanece adormecido no seu corpo depois da primeira infecção. Em situações em que o sistema imunológico fica debilitado, o vírus pode se reativar, provocando a chamada infecção recorrente.

Felizmente, o risco de transmitir o vírus para o bebê numa infecção recorrente é baixíssimo (estimado em cerca de 1 por cento), e o risco de complicações mais sérias é menor ainda. Portanto, se seu exame de sangue mostrou que você foi infectada pelo citomegalovírus há mais tempo (coisa que o médico consegue distinguir pelo resultado), pode ficar tranquila, porque o risco de passar o vírus para o bebê é muito pequeno. E, mesmo que você transmita o vírus, transmitirá também seus próprios anticorpos contra ele, o que ajudará o organismo do bebê a se defender.

Caso você seja infectada durante a gravidez, o risco de passar o vírus para o bebê é bem maior. Entre 1 e 4 por cento de mulheres que nunca tiveram contato com o CMV apresentam a primeira infecção durante a gravidez (a chamada citomegalovirose primária). Quando isso acontece, a possibilidade de o bebê ser infectado gira em torno de 30 a 50 por cento. E há um risco significativo de a criança apresentar problemas graves de saúde.

Se meu bebê nascer com o vírus ele terá problemas de saúde?

Entre 85 e 90 por cento dos bebês que nascem com o citomegalovírus têm infecções "silenciosas", ou seja, não apresentam nenhum sintoma ao nascer. A enorme maioria dessas crianças continua bem de saúde e não tem nenhuma complicação ligada ao CMV. Alguns desses bebês, entre 5 e 15 por cento, apresentam problemas mais tarde, e o mais comum deles é a perda auditiva.

A minoria dos bebês infectados com o citomegalovírus in utero, entre 10 e 15 por cento do total, adoece e acaba sofrendo de problemas graves, que podem aparecer logo ao nascimento ou ainda dentro da barriga. São anormalidades no sistema nervoso, limitação no crescimento, tamanho reduzido da cabeça, fígado e baço aumentados, icterícia e petéquias, pequenas vermelhidões na pele causada por sangramentos subcutâneos. Alguns desses bebês podem chegar a morrer. E até 90 por cento ficam com sequelas, como perda auditiva, deficiência visual, retardo mental e problemas neurológicos.

Como acontece a infecção pelo CMV?

O citomegalovírus é transmitido pelo contato direto com saliva, urina, fezes, sêmen, sangue, lágrimas, secreção vaginal e leite materno de uma pessoa infectada.

A infecção pode acontecer quando se bebe do copo de outra pessoa, num beijo ou numa relação sexual.

É importante lembrar que o vírus é bastante comum na população em geral. Uma pesquisa feita em São Paulo mostrou que a prevalência ficou entre 65 e 85 por cento das pessoas. Ou seja: é muito normal já ter o vírus. Devem ficar mais preocupadas as mulheres cujo exame de sangue no pré-natal mostra que elas nunca tiveram contato com o CMV, já que é melhor evitar que a primeira infecção ocorra na gravidez.

Como o vírus passa da mãe para o bebê?

Na gravidez, a transmissão pode acontecer através da placenta. Ou o bebê pode se infectar ao entrar em contato com secreções vaginais da mãe, na hora do parto, ou então pelo leite materno.

Quando o vírus é transmitido durante o parto (transmissão perinatal) ou pelo aleitamento, é raro que os bebês apresentem sintomas graves ou sequelas. O risco é maior quando se trata de prematuros. Assim, em grande parte dos casos, os médicos recomendam que as mães tenham parto normal e amamentem seus bebês, mesmo que sejam portadoras do citomegalovírus.

Como vou saber se estou com o citomegalovírus?

O único jeito de saber é pelo exame de sangue. Na maioria das vezes a infecção não provoca nenhum sintoma, a não ser em pessoas com o sistema imunológico debilitado. Quando os sintomas aparecem, eles tendem a ser parecidos com os da mononucleose -- febre, ínguas e dor de garganta. Podem aparecer cansaço e dor no corpo.

É comum os médicos incluírem o teste para o citomegalovírus nos exames de sangue de rotina do pré-natal (e em outros momentos da gestação no caso de mulheres mais suscetíveis). Lembre-se de que, mesmo se o resultado for positivo, pode apenas querer dizer que você é portadora do vírus e que foi infectada há mais tempo, o que praticamente não representa perigo para o bebê.

E se o exame mostrar que eu fui infectada recentemente com o citomegalovírus?

Se o exame de sangue detectar uma infecção recente, o médico deve acompanhar mais de perto sua gravidez, com a realização de ultra-sons com mais frequência, a fim de avaliar o crescimento do bebê e o estado da placenta. O médico pode sugerir a realização de uma amniocentese para saber se o bebê está infectado, mas essa informação não vai prever se ele terá ou não problemas devido ao vírus.

Há algo que eu possa fazer para não pegar o CMV na gravidez?

Não existe um meio totalmente eficaz de evitar a infecção. O que você pode fazer é adotar medidas básicas como:
• Lavar as mãos com frequência, e sempre que trocar fraldas ou tiver contato com a saliva de crianças. Esfregue as mãos com água e sabão por pelo menos 15 segundos.
• Não usar os mesmos talheres ou copos de crianças pequenas.
• Se você não estiver num relacionamento fixo, usar camisinha quando tiver relações sexuais e evitar o sexo oral.

Se você trabalha diretamente com crianças, capriche na higiene. A idade em que a infecção pelo vírus é mais frequente é entre 1 ano e 2 anos e meio. Lave muito bem as mãos sempre que trocar fraldas ou assoar narizes.

Fonte: brasil.babycenter.com
Foto: google

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